Ramatís — (...) Se Freud houvesse procurado identificar os conhecidos complexos da libido avançando numa psicoterapia pré-reencarnatória, ou seja, que abrangesse a entidade psíquica ligada a outras vidas anteriores, ele se teria aproximado imensamente das verdadeiras causas ou origens desses distúrbios ou anomalias psicológicas.
Pergunta — Poderíeis formular um exemplo acessível à nossa mente, a respeito de um ser humano com complexos pré-reencarnatórios?
Ramatís — O indivíduo que foi carrasco em vidas passadas estratifica no seu psiquismo a figura dantesca do cutelo sangrento, do cepo da guilhotina ou da sala de torturas; e pode manifestar um “complexo de culpa” freudiano, nas reencarnações futuras, ao defrontar, por exemplo, um açougue, o matadouro ou os instrumentos do açougueiro. A lei de afinidade ou correspondência vibratória desperta-lhe as ideias acessórias: o tronco onde o magarefe retalha os despojos animais pode associar-lhe o cepo sangrento da decapitação; um simples braseiro de churrascaria evoca-lhe a tortura do ferro em brasa. O seu espírito, já um pouco sensibilizado, pode ter melhorado em reencarnações posteriores às de carrasco, contudo, no seu subconsciente ainda se agita a censura ao verdugo do passado. É o “complexo de culpa” que não pode ser identificado nem definido pela psicoterapia que se restringe ao círculo de uma vida única.
Livro: A Vida no Planeta Marte e Os Discos Voadores
Hercílio Maes, pelo Espírito Ramatís
Editora do Conhecimento
Projeto Saber e Mudar
Aos poucos e sempre.
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